Baía Urbana

Baía Urbana

A Carolina tinha me dito que esse filme era imperdível, depois de ter visto no UNDP em NY, e quando Carolina sugere alguma coisa, vale a pena. Ela está sintonizada. Ela me enviou um lembrete, copiando um bilhete que ela enviou para o diretor. “Eu simplesmente amei seu filme”, ela ​​disse. Vi que havia uma pré-estreia no cinema NET Botafogo no Rio. “Vamos,” eu disse a Octavio. Não tínhamos entradas nem forma de saber se haveria lugar.

No lobby, uma multidão se juntou. Havíamos chegado cedo. Conversamos com as duas senhoras na mesa improvisada embaixo do cartaz que dizia, “Festival de Cinema Ambiental” e nos disseram que teríamos que esperar junto com o resto dos esperançosos sem entrada.

Por cima das cabeças de uma dúzia de pessoas, o diretor, magro, de cabelos castanhos, olhou diretamente para mim. Seus olhos se fixaram nos meus e ele sorriu. Minha presença havia sido notada. Eu não o conhecia mas Ricardo Gomes é assim, presente. E o sorriso dele era tão genuíno que superei minha timidez e caminhei até ele com Octavio para nos apresentar.

Ele se lembrou do nosso e-mail e pediu desculpas por não ter tido tempo para responder. Ele estava certo de que estávamos alinhados em nosso pensamento e nossa abordagem. Ele esperava uma parceria. Marcamos de conversar novamente logo no dia seguinte na Urca, já que seu ponto de mergulho era na doca ao lado da sede do Instituto.

Quando eu voltei ao nosso lugar na fila, que estava sendo guardado por um casal muito amável que esperava há horas, Octavio já estava abraçando a senhora da bilheteria, que anunciou que haveria lugar para os 40 esperançosos sem bilhete naquela noite.

O filme me fez sorrir de orelha a orelha, do começo ao fim. Vocês verão por si mesmos. O Ricardo é um poeta, assim como todo “cientista louco” dedicado a uma causa. Eu achava que teríamos que entrevistar centenas de pessoas antes de ouvir a voz da Guanabara, mas ele nos trouxe a voz da Baía em alto e bom tom e até nos deu um nome, Guanabarinos.

E no próximo dia nós conversamos na rua abaixo de nosso escritório. Sob o vento que vinha da baía, com seu estagiário de Estudos Oceânicos da UFRJ, Ricardo nos mostrou dentro da porta-malas de seu carro umas imagens que ele tinha acabado de tirar de corais que descobrira naquele dia.

Nossas parcerias e nossas histórias estão começando.

http://m.cbn.globoradio.globo.com/media/audio/127283/apesar-da-poluicao-baia-da-guanabara-ainda-preserv.htm

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/rj-record/videos/natureza-surpreende-em-meio-a-poluicao-da-baia-de-guanabara-02102017

 

 

 

Alexandra

Deixe uma resposta